O que são os Carboidratos?

 

São os alimentos mais básicos, compostos  simplesmente de carbono,  hidrogênio  e oxigênio. As Plantas fazem essa produção a partir de dióxido de carbono  (CO2),  água, e a energia do sol.

Carboidratos Simples

São os açúcares familiares como: a glicose (açúcar de uva ou açúcar no sangue),  frutose (açúcar das frutas), dextrose e sacarose (açúcar de mesa, feito a partir de  cana-de-açúcar e beterraba).

 

Carboidratos Compostoscarboidratos

Amidos

São carboidratos complexos apresentando-se como moléculas maiores compostos pela junção dos carboidratos simples ligados em cadeias.

Exemplos: Arroz integral, branco ou amarelo (parboilizado), Aveia, Centeio e outros.

Como a natureza produz os Carboidratos?

As plantas produzem os carboidratos pela fotossíntese, em seguida os convertem em outros açúcares e amidos assim os tornando em  alimentos de armazenamento e os usam como fonte de energia.

Quando comemos carboidratos, nossos corpos os metabolizam, liberando a energia armazenada e os dividem novamente em água e dióxido de carbono.

Para as plantas e animais, os carboidratos são combustíveis de alta qualidade, uma vez que o organismo desfaz rapidamente estes compostos e liberam sua energia.

Conforme foi falado acima os produtos finais do metabolismo dos carboidratos é o dióxido de carbono e água que são os combustíveis de queima limpa, bem como os mais eficientes.

O carboidrato e seus pensamentos

A razão pela qual os carboidratos são tão comuns, é que eram uma vantagem evolutiva no passado distante, quando a comida era escassa. Permitiam que as pessoas tirassem o máximo proveito de energia calórica quando estavam disponíveis.

Quando o alimento era abundante o tempo todo, não era vantagem se alimentar com bastante carboidrato, especialmente os de rápida digestão.

Para nós, ele é uma fonte de energia instantânea, a primeira forma de energia solar feita pelas plantas e a base da economia de energia do corpo.Todos os outros alimentos são convertidos em glicose (açúcar no sangue), para a distribuição aos nossos tecidos.

No final do século XX os carboidratos adquiriram uma fama ruim e essa tendência continuou. O açúcar que é um tipo de carboidrato, é muito criticado, acusado de causar uma longa lista de doenças, cárie dentária e depressão. Pão, massas e batatas são os principais suspeitos como causas da epidemia da obesidade na América do Norte.

Dietas pobres em carboidratos ou de baixo carboidrato agora são imensamente populares. Até mesmo as lojas de conveniência e restaurantes de “fast food” estão anunciando opções de alimentos com baixos valores de carboidrato.

Muitas pessoas pensam que todos os amidos e todas as formas de açúcar são alimentos que engordam e muitos profissionais da saúde também falam que o açúcar refinado e a farinha só podem oferecer nada mais nada menos que “calorias vazias”.

O fato de que os carboidratos serem mais baratos que as gorduras e proteínas parece dar mais credibilidade a esses pensamentos.

Até recentemente, os nutricionistas dividiram os carboidratos em “simples” e “complexos” e aconselharam a comer menos do primeiro e mais do segundo.

Este conselho acaba sendo um inútil, com uma base no entendimento ultrapassado de como são digeridos os carboidratos, pois hoje o que conta é a rapidez com que o corpo pode transformar os carboidratos em glicose (açúcar no sangue).

Outro pensamento que também podemos destacar é que os carboidratos simples não são piores e carboidratos complexos melhores para as pessoas sensíveis aos carboidratos (pessoas em que o corpo tem muita dificuldade para metabolizar, queimar os carboidratos).

 

Índice Glicêmico (IG)

A velocidade desta conversão pode ser medida pelo índice glicêmico (IG) em uma escala de O a 100. Quando for considerado o carboidrato como alimento temos os valores altos para, IG > 70, médio IG 56 – 69 e baixo IG < 55 .

Quanto mais alto o IG de um carboidrato, maior será o impacto de açúcar no sangue e maior é a exigência para que o pâncreas produza insulina para permitir que o açúcar no sangue entre nas células para ser metabolizado.

Muitas pessoas, talvez mais do que 50 por cento da população, estão geneticamente programados para desenvolver resistência à insulina com o stress repetido de uma dieta rica em carboidratos dos alimentos de alto IG.

A resistência à insulina, por sua vez produz uma “síndrome metabólica” marcada por ganho de peso (especialmente no abdômen), pressão arterial alta, níveis elevados de gordura no sangue, e, em casos extremos, o diabetes tipo 2.

Açúcar comum de mesa (Sacarose) tem um IG relativamente baixo, enquanto um bolo de arroz tufado está bem no topo da escala.

Carboidratos de baixo IG incluem feijão, batata doce, abóboras e grãos que podem ser processados ( rachados, esmagados, cozidos e laminados).

Em geral, refinados e carboidratos, especialmente os produtos feitos a partir de farinha de batata comum, biscoitos, bolos e afins, estão no topo da escala do IG.

 

Uma ideia para Massas

Podemos falar especificamente do macarrão. Logo vem na nossa cabeça a imagem de engordar. Porque pensar em uma imagem gorda ao falar dele? 

comendo macarrao 3

 

Onde você encontra uma alimentação satisfatória sem estourar sua cota de calorias? .  O macarrão assim como outras massas  muitas massas tem uma media de 210 calorias por porcão e quase nenhuma gordura.

Na verdade a massa tem moderadamente um alto IG especialmente se você deixa-la muito cozida, o ideal é faze-la no modo al dente de acordo com os italianos, nem muito cozido nem cru, meio termo,  afim de que o corpo demore a metaboliza-lo e não tenha uma sobrecarga de glicose no organismo.

Os carboidratos podem ser de fato, alimentos que engordam, especialmente se você ignorar o índice glicêmico, comê-los com uma grande quantidade de gordura, e não fazer atividades suficientes para queimar essas calorias.

 

 

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